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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cê é minha paixão escondida...


Esse sorriso tão bonito
Esse jeito gentil e delicado
Essa sua forma de viver a vida
Esse seu lado meio revoltado

Essa sua idéia de viver ao meu lado
Mesmo sabendo que no fundo, sou um ser apaixonado.
Esse olhar tão meigo e precioso
Que você me dá sempre que está no meu quarto

Essa sua grande e intensa alegria
Seu amor, seu canto de harmonia
Sua musica, sua eterna magia.
Essa sua atração fatal e amiga.


Nara Ferreira
13 de Abril de 2009

domingo, 12 de abril de 2009

Mal-amado


Um alguém sentado no sofá de casa
Fitando o nada, respiração falha.
Enquanto inspira saudade
De um tempo do passado.

Deita, descansa, não tira os sapatos.
Se cobre, não sofre, mas busca um conforto.
Cansado do mundo e dos seus enganos.

Enquanto o tempo passa, os segundos.
Permanece deitado, quase moribundo.
Com lágrimas nos olhos
Escondidas por baixo dos óculos escuros.

Aliviando a dor, de um poeta sem cor.
Que escrevia sonho, ternura e amor.
E acabou se cansando, por não sentir o calor,
De um amigo, um amante, um companheiro.
Para esquentar o seu gelo nas noites frias.
E abraçar com carinho e ternura em dias felizes.
Sem esconder as marcas de desespero e de dor.
De um fracasso de poeta e ator.

Nara Ferreira
11 de Abril de 2009

sábado, 11 de abril de 2009

Bela Encantada


Uma bela menina em seu mundo de encanto
Sentada na grama, tão belo o seu canto.
Próxima a um poço, no seu recanto.
Observa, enquanto as águas claras e rasas.
Banham, de um brilho doce e cintilante.
Aquele fim de tarde, ao sol se pondo no infinito distante.

Busca nos bolsos uma moeda, ou um tesouro.
Faz um pedido, algo bem valioso.
Com uma mãozinha no rosto, joga o pedido no poço.
Enche-se de alegria, um belo sorriso com gosto.

Chegando a casa depois desse dia feliz
Percebe com um sorriso infeliz
Que tudo não passou de um sonho um tanto irreal
E se pega chorando, na vida real.

Percebe o quão grande foi seu engano
Seu pai lhe batendo, acusando de roubo.
Sua mãe em prantos, não agüentando o jogo.
Enquanto seu irmão de dois anos deitado,
Passou fome e já um tempo morto.

E no desespero em que se encontra
A menina não desiste, não se decepciona.
Sai correndo da casa, sem olhar por onde anda.
E se transforma em um anjo, realizando seu encanto.

Nara Ferreira
11 de Abril de 2009

Amyka que mora longe


Alguém que mora longe
Está a me fazer muito feliz
Encheu-me de sorrisos e cantos
Tem um cheiro doce de jasmim

È bela, amiga e tão jovem.
Escreve poesias mesmo enquanto chove
Lágrimas de alegria de um coração pulsante e amante
Esperando o amor predestinado, nesse sonho tão distante.

Ouve uma musica de saudade.
Relata um sonho sem saber minha idade.
Me aceita,
Não cria facetas,
Me enche de sonhos a cabeça.

E um elo de amizade surge,
Eterna, cheia de vida.
Coberta de cores, alegres e vivas.
De uma estória ainda não vivida.

E eu apenas faço um desejo
Prometa não quero segredos
Apenas me abrace nas horas de medo
Mesmo sendo impossível o encontro
Você é meu conforto, mesmo estando longe.

Em um conto de aventuras e recanto.
Através de belas poesias te sinto
Enquanto meu peito, explode feito bombas
Coberta de desejos, que acendem em chamas.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Poesia Conjunta Daniel e Nara


O POETA

O poeta chegou
E me disse: faça verso e rimas
Com mais alegria
Tenha mais vontade de viver

O poeta me falou
Que eu não precisava de regras na minha escrita
Que eu poderia escrever o que meu coração pedia
Que com o tempo, o contexto gramático ia aparecer.

O poeta me contou
Que eu tenho um dom espírito
E que eu estou apenas me iludindo
Achando que tudo isso é louco e impossível.

O poeta me ensinou
Que a beleza própria não prescisa ser vestida
Apenas sentida e lida
Em palavras e poesias de uma pessoa sofrida.

O poeta me enxergou
No meu mundo excluído de tudo
E me puxou pro submundo
Me fazendo mais livre e feliz

O poeta me ajudou
A esquecer as dores do presente
A aliviar meu espírito latente
A continuar sempre presente

O poeta faz muita coisa por mim
E a única coisa forma de retribuir
É tentar fazer tudo o que ele me disse até aqui
E mostrar nesse texto o quanto eu sou grata afim.

Nara Ferreira
25 de Março de 2009



NARINHA

Faça suas rimas
crie seus arrimos,
alegre-se com o por-do-sol.

Ponha um azul
na sua escrita,
seja livre...
como seus versos.

Ouça a voz da poesia,
é um espírito
maior que o mundo.

Vista seus poemas
com sua própria face
e reconhecerá sua beleza.

Venha do seu mundo,
de onde estiver...
recoloque sua inspiração
no caminho das estrelas.

Esqueça as dores vividas,
se preciso...
invente um amanhecer.

DANNIEL VALENTE

A primeira regra é: não existem regras!


Não existem regras para amar
Não existem regras pra sofrer
Não existem regras no luar
Não existem regras, não vou morrer.

Não existem regras para a vida
Não existem regras no meu quarto
Não existem regras atrás da cortina
Não existem regras escondidas no armário

Não existem regras no coração
Que tão empolgado explode de paixão
Não existem regras no submundo
Que continua desconhecido pelo mundo

Não existem regras, não existem leis.
O que existem na verdade
São apenas mentiras
Criadas pelos superiores
Que nos enganam sem remorso
Para sermos bonecos de seus desejos
E manipulados por toda vida.

Nara Ferreira
10 de Abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Amor eternizado


No coração daquela floresta
Existe uma lenda de uma velha
Que enfeitiça, destrói e escraviza
Todos aqueles que um dia amaram

E por ali perto
Nessa mesma floresta
Um casal de amantes passeava
Curtiam o momento
Os dois muito alegres
Caminhando sem rumo
Cegos apaixonados.

E de repente ao longe surge
Uma dama, vestido vermelho, maquiagem pesada
Muito sensual e indiscreta
E seduz o casal de namorados
Para um vale de tristeza e sofrimento.

E os pombinhos
Já enfeitiçados pelo encanto
Seguiam aquela bruxa que se disfarçava
Não percebendo nem um instante a emboscada
Daquela senhora mal-amada

E ao chegarem ao poço do abismo
De algum modo se libertaram do feitiço
E tomando conhecimento da situação que se encontravam
Se abraçaram forte e no abismo se jogaram

A bruxa coitada,
Perdeu a causa,
E não suportando esta cena
Se jogou no fogo em brasa
Por não sentir na pele
Aquele amor predestinado
Que mesmo em frente ao perigo
Não discutira
Não machucara
Permaneceram unidos no presente
E nem mesmo a morte os separará
Com esse amor eterno e unificado.

Nara Ferreira
9 de Abril de 2009

O mundo dá voltas



No meio do mundo chamado destino
Viviam duas pessoas distintas
Uma moça que amava muito
E um menino que renegava tudo

Ela, por ele, se apaixonou perdidamente
E ele, a ignorou completamente
Enquanto ela chorava com o coração doente
Ele ria, sarcástico e contente

Um certo dia em uma noite de luar
A garota se cansou de tanto pesar
Suas lágrimas começaram a secar
E seu pranto calou-se, sem nada a acalentar
Transformou seu coração em pedra
E fez de glória as suas cinzas
Tornou-se a mais bela da turma
Amarga, fria e realista

E o garoto já cansado da sua curtição
Arrependeu-se da situação
Voltou atrás, sem nem pensar
Se apaixonou em um piscar
E foi ignorado, pisado, enxotado
Por aquela que outrora fizera chorar

Eis que contradição
Não há como negar
O mundo dá muitas voltas
E ninguém pode evitar

Aquela que antes você machucava
Um dia volta erguida, mudada.
E devolve tudo aquilo que você
Tentava fugir e evitada.

Nara Ferreira
9 de Abril de 2009


P.S: a primeira prosa poética q eu fiz/o/ nyaaaa espero q gostem^^

domingo, 5 de abril de 2009

Velha infância


Encontro de amigas
Coberto de saudade
È tanta poesia
Meu quarto se enche
Embalado por essa energia

Conversamos
Passeamos
Nos amamos
Unidas pelo fio da vida
Celebrando os fatos
E temendo o tempo perdido

Corremos contra o tempo
Tentando não sufocar
Nessa nostalgia
Reflexos de uma vida unida
Desde a infância
Com vislumbres um tanto fracos
Daquela que outrora era criança.

Nara Ferreira
02 de abril de 2009

Ouvindo amiga Lorena


Te ouço
Cantando
Falando
Atuando

Te ouço
Sempre atenta
Engulo suas palavras

Não canço
Não me distraio
Não penso

Me silêncio
Te fito
Eu apenas te admiro

Na sala
Sentada
Me contando os fatos
Gesticulações fortes
Teu corpo acompanha
Tua fala constante me banha

Me embalo nesse som
Nesse jorro de palavras
Me enfeitiço
Me inebrio
Lagrimo de felicidade

Te ouço eternamente
Nessa cidade distante
Enquanto o dia não chega
Esperando o barco não vir
Pra te levar da minha vida
E aumentar essa saudade.

Nara Ferreira
02 de abril de 2009

segunda-feira, 30 de março de 2009

Boneca inflável


Não sou uma pedra de gesso
Mas me sinto sua boneca
Servindo apenas para acalentar seus desejos
Tenho sentimentos, sinto falta de beijos.
Quero carinho, e noites de amor, desse jeito.

Não sou uma estátua viva de beleza
Sou uma mulher bela e amiga
Que prescisa de carinho e realeza
Com todo esplendor de uma princesa

Não sou uma escrava sexual
Que serve por alguns segundos,
Pra satisfazer seu instinto animal

Sou uma dama, uma humana
Não penso em ganância, não quero sua grana
Só busco em você um homem
Cavalheiro, gentil, meu amigo
Que possa me dar uma noite de ternura
Sem pensar em me levar pra cama

Ficando deitadinho no escurinho
Aproveitando os segundos, sentindo a respiração ofegante
Sem pensar em coisas fúteis, ou inúteis
Mas deixando o momento passar bem devagar
Sem se apressar ou inventar desculpas
Sentir a respiração mútua
E acariciar suavemente a pele desnuda
Sem pensar em transas absurdas

Ficar acordado até o amanhecer chegar
Sem se mexer ou levantar
Dando beijos gostosos
Me fitando com esse brilho no olhar
Sendo carinhoso
Sem nada me cobrar
E fazendo tudo aquilo
Que eu sempre te dei
E rezei, para que você pudesse me dar.

Nara Ferreira
30 de Março de 2009

Namoro ou Amizade?


Tão bela e pura como água
Tão frágil e gentil quanto à pena
Assim é nossa amizade
Que permanece unificada com o tempo

È simplesmente confortante e promissor
O futuro que esse elo nos enleva
Nos torna unidos em amor
Uma amizade que no fundo me revela
Sentimentos contidos, sorrisos escondidos
Palavras guardadas, segredos de amigos

Me refugio pra manter segura
O sentimento jamais revelado
E assim permaneço muda
Enquanto um desejo cresce
E me faz um ser apaixonado

Me condeno por sentir o proibido
Me nego a demonstrar um afago
Pois meu peito treme e remexe
E meu olhar me entrega tão fácil

E nesta folha tão branca e vazia
Neste poema sem rimas e métricas
Tento mostrar o que meu coração dizia
Enquanto você demonstrava sentimentos incertos

Nara Ferreira
25 de Março de 2009

Negações


Não quero receber flores.
Não presciso de injúrias e amores.
Não posso mais viver dessa amizade.
Não agüento mais essa saudade.

Não digo que já não posso andar para trás.
Não perturbo seu sono nunca mais.
Não engulo as palavras de repugnância.
Não pertenço à classe alguma, não sou criança.

Não mando minhas pernas falharem no caminho.
Não sinto meu corpo como antes sentia.
Não busco o silêncio em noites perturbadoras e frias.
Não vejo o sentimento de amargura e ironia.

Não esqueço que minha vida continua mesmo contra meu desejo.
Não paro de querer nem mesmo um dia, seu beijo.
Não olho pra trás e me arrependo dos erros.
Não permito mais continuar com esse medo.
Não quero mais escrever anseios e versos negros.

Nara Ferreira
29 de Março de 2009

Meu Lar


Não sinto mais faltar o ar
Pois finalmente cheguei ao meu lar
Meu coração não para, continua a pulsar.
Pois minha alegria me envolve aqui nesse lugar

Vejo árvores
Tenho companhias.
Vejo rostos
Sorrindo com alegria.
Não me sinto presa
Nem em agonia,
Pois aqui me sinto livre,
Em extrema nostalgia

Não choro lágrimas de tristeza,
Mas sinto cair sobre a face uma lágrima de alivio
Por finalmente estar livre, contemplar essa beleza,
Sem ouvir promessas de pessoas frias.

Lavo meu rosto com as águas
De um lago transparente e cristalino
E me limpo dessa sujeira imunda
Que é o fardo da minha cidade escura,
Em ventania.

Me sinto em liberdade
Encontro o meu eu,
A minha paz,
Nesse lugar longe de brigas,
E de pessoa fulgaz.

Quando me lembro de tudo
Meu coração fervendo em dor não para de chorar
E minha respiração começa a falhar.
Porém aqui é meu lar
E não há ferida em mim que ele não possa curar.

Nara Ferreira
29 de Março de 2009

sábado, 28 de março de 2009

Para UM só amigo entrego meu coração


Meu coração chora sem parar
Devido a essa chuva de humilhações
Que não passa, me faz chorar.
Torno-me mais calada e vazia
A cada hora do dia
Que passo nessa agonia

E você no seu orgulho infinito
Com seu conselho de amigo
Me diz que isso me fará bem
E não deixara marcas
Muito menos coisa além.

O que você quer assim?
Apunhalando meu corpo, e rindo de mim.
Esperando que tudo dê certo no fim
Engana-se, pois sou um elo fraco.
E há muito deixei de existir
Nesse mundo coberto de hipocrisia e gente ruim

Meu coração não mora mais aqui
Cansado de minhas lágrimas
E dessa solidão sem fim
Parou, deixou de acreditar em mim.

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

“Espera sem fim”


Te espero sentada
Olhando pela janela da sala
O portão da minha casa
O momento em que você volte de sua jornada

Espero que você venha me ver
De manhã ao anoitecer
Que você se lembre de mim
Nesse lugar, no meu pequeno jardim

Te espero constantemente
Espero que você goste de mim
Que me aceite em sua mente
E não fuja mais da minha vida, assim.

Te espero, como quem espera pela alma,já cansada.
Pela busca infinita e sem fim
De uma pessoa desconhecida e já enterrada
Que jaz embaixo das flores do meu jardim.

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

No escuro do meu quarto


Sentada perto da minha cama
No meu quarto, de cabeça baixa.
Choro aquilo que não devia
Que escondia, pois me envergonhava.

E começo a sentir meu ar a faltar
E a minha agonia que insiste em me acompanhar
Começa a surgir, a me fazer piorar.
O que sinto e não agüento mais guardar

As vozes começam a me falar
Aquilo que não queria pensar
No melhor caminho a seguir
Sem pestanejar ou discutir

E sinto encher meu coração de coragem
Buscando nas gavetas um remédio ou uma faca
Tremendo, cansada, já desesperada.
Escrevo um bilhete a minha família prezada e amada

No fim me causando a dor que não desejava
E me tornando vitima do meu próprio erro
Me jogo no chão, me sinto desesperada
Enquanto o sangue jorra, e alaga toda a sala.

Já não agüentando mais essa cena
E buscando não pensar em coisas horrendas
Fito o escuro do quarto
E deixo a vida esvair como o vento.

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

Reflexo de uma nova beleza


Olho-me no espelho
E me pergunto se aquilo que vejo
É o que sou de verdade
Ou é minha alma que no vidro reflete

Não reconheço a pessoa ali parada
Me procuro
Não acho
Não vejo nada
Daquela que outrora se chamava Nara

E sigo essa busca infinita
Até me desfazer desse insucesso
Pois a pessoa que se posta ali nua
É na verdade a nova mulher que me resta
Tão bonita, diferente e segura.
Tão meiga, séria, indiferente.

E a minha ausência de vida
Me fez não enxergar essa nova mudança
Pois o meu insussego, minha alegria.
Me deixaram cega pra coisas efémeras

E me ver tão bela e tão linda
Me fez sentir tão carente
Por mais que eu tenha a beleza
O que eu mais queria não tenho

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

Cheiro de Lírio


Hoje ao amanhecer
Senti cheiros de lírios
Na calçada perto da minha casa
E por breves segundos desejei estar com você

E esse cheiro doce e gostoso
Me lembrou da nossa despedida
Tão rápida e sem alegria
Sem beijos e abraços
Sem palavras na saída

E uma lágrima desce por minha face
Pois esse cheiro gostoso inebriou o meu quarto
Fazendo sentir saudades de tudo
Principalmente da nossa amizade

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

Sinto...


Sinto falta do seu sorriso
Aquele meio tímido
Saudoso e amoroso
Gentil e querido

Sinto falta do leve toque de sua mão
Do seu abraço apertado de paixão
Do seu suave afago, perto do meu coração.
De suas conversas frias, mas recheadas de animação.

Sinto falta do seu olhar
Meigo e charmoso, que me deixava sem ar.
Do seu gênio forte e meio revoltado
Da sua amizade, do seu cuidado.

Sinto falta das coisas que não tive
Do nosso amor maculado
Das poucas horas que me contive
Dos nossos sonhos já acabados

Sinto falta do que sinto
Sinto falta do que penso
Sinto falta de você meu amigo
Sinto falta de um momento

Não me nego a sentir
Essa vontade de querer-te sempre perto
Não nego, gosto de ti.
E sem você, meu coração fica incompleto.



Nara Ferreira
28 de Março de 2009