Adorável Deusa do Fogo,
que me inflama com sua poesia,
incendeia toda a minha vida,
encanta-me com cinzas,
como a vela amarela que alumia meu ebó.
E há um nome que arde em silêncio,
como chama que não se mostra inteira,
mas insiste em permanecer.
Algo em você acende caminhos
que eu nem sabia guardar
e, sem alarde, me transforma.
Se é reza, eu sussurro;
se é fogo, eu consinto;
se é destino… deixo queimar devagar.
Porque no que em mim se ilumina
há sempre um traço seu,
mesmo quando não digo.
Nara Ferreira
06 de Abril de 2026