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sábado, 28 de março de 2009

Reflexo de uma nova beleza


Olho-me no espelho
E me pergunto se aquilo que vejo
É o que sou de verdade
Ou é minha alma que no vidro reflete

Não reconheço a pessoa ali parada
Me procuro
Não acho
Não vejo nada
Daquela que outrora se chamava Nara

E sigo essa busca infinita
Até me desfazer desse insucesso
Pois a pessoa que se posta ali nua
É na verdade a nova mulher que me resta
Tão bonita, diferente e segura.
Tão meiga, séria, indiferente.

E a minha ausência de vida
Me fez não enxergar essa nova mudança
Pois o meu insussego, minha alegria.
Me deixaram cega pra coisas efémeras

E me ver tão bela e tão linda
Me fez sentir tão carente
Por mais que eu tenha a beleza
O que eu mais queria não tenho

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

Cheiro de Lírio


Hoje ao amanhecer
Senti cheiros de lírios
Na calçada perto da minha casa
E por breves segundos desejei estar com você

E esse cheiro doce e gostoso
Me lembrou da nossa despedida
Tão rápida e sem alegria
Sem beijos e abraços
Sem palavras na saída

E uma lágrima desce por minha face
Pois esse cheiro gostoso inebriou o meu quarto
Fazendo sentir saudades de tudo
Principalmente da nossa amizade

Nara Ferreira
28 de Março de 2009

Sinto...


Sinto falta do seu sorriso
Aquele meio tímido
Saudoso e amoroso
Gentil e querido

Sinto falta do leve toque de sua mão
Do seu abraço apertado de paixão
Do seu suave afago, perto do meu coração.
De suas conversas frias, mas recheadas de animação.

Sinto falta do seu olhar
Meigo e charmoso, que me deixava sem ar.
Do seu gênio forte e meio revoltado
Da sua amizade, do seu cuidado.

Sinto falta das coisas que não tive
Do nosso amor maculado
Das poucas horas que me contive
Dos nossos sonhos já acabados

Sinto falta do que sinto
Sinto falta do que penso
Sinto falta de você meu amigo
Sinto falta de um momento

Não me nego a sentir
Essa vontade de querer-te sempre perto
Não nego, gosto de ti.
E sem você, meu coração fica incompleto.



Nara Ferreira
28 de Março de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Resposta para o poema ..."segurarem minha mão"


Não peça de mim
Algo que não posso lhe entregar
Pois sou como o vento
E a ninguém posso me apegar
Não perturbes teu coração
Porém não posso segurar tua mão


Estarei sempre ao teu lado
E se caires serei eu a te levantar
Todavia nada mais que isso terá
Nos momentos de aflição
Mas não me peça pra segurar tua mão


Pois quando você fraquejar
Não irei de ti zombar
Tão pouco sentirei tuas lágrimas me queimar
Não me peça pra segurar tua mão
Quanto teu fôlego faltar
Pois estarei ocupado tentando fazer você respirar


Não me peça para segurar tua mão
Quando teu corpo tombar no chão
Pois é com elas que irei lhe levantar

Mas se tua respiração não voltar
E se teu corpo eu não conseguir levantar
Eu não segurarei tua mão
Pois é com elas que irei ter eternizar

Todavia enquanto em ti fôlego há
Eu lhe digo que aprenda
Com suas próprias pernas a se sustentar
Pois eu sou e sempre serei uma sombra
Que só está a observar.

Por> Plácido
Para> Nara



Ps. Meu amigo escreveu esta resposta após ter lido minha poesia "para meus amigos"
eu achei tão linda que decidi compartilhar com vocês
*.*

Me desculpe



Me desculpe por não ajudar,
Me desculpe por não te acalentar,
Me desculpe por não te amar,
Me desculpe por te bater,
Me desculpe por não ser bom,
Me desculpe por não te beijar,
Me desculpe por não comprar,
Me desculpe por não te consolar,
Me desculpe por não me consertar,
Me desculpe por te deixar,
Me desculpe por discutir,
Me desculpe por te deprimir,
Me desculpe por te encantar,
Me desculpe por te encontra,
Me desculpe por me esconder,
Me desculpe ... para que me desculpar?
Se não vai adiantar.
Já que vc num vai voltar!
Me desculpe por me desculpar!!

By André Luiz

Ps. Não me pertence esse poema mas deixo aqui pois é de uma pessoa muito especial pra mim

"Para meus amigos... Segurarem minha mão"


Segure minha mão
Faça-me segura
Dessa imensa solidão

Segure minha mão
Tire-me desse chão
Onde cai, me machuquei, sangrei

Segure minha mão
Pra acalentar meu coração
Que hoje chora de paixão

Segure minha mão
Para que eu continue fazendo verso e cantando canção
E eu não abaixe a cabeça nas horas de grande prescisão

Segure minha mão
Abrace-me forte
E não me abandone
Por uma outra amizade

Segure minha mão
Deixe-me ir com você
Para esse novo futuro
Até a eternidade
Segure minha mão
Enquanto minha respiração
Para, começa a falhar, com extrema tensão.

Segure minha mão
Deixe-me segurar sua mão
E me devolva o brilho
Da minha antiga canção

Segure minha mão
Pra eu me sentir segura
Nessa noite triste e escura


Segure minha mão
Quando o momento chegar
E eu não mais agüentar

Segure minha mão
Quando a hora chegar
E eu não mais respirar
E meu corpo já morto
For posto no buraco escuro e cheio de mofo

Segure minha mão
Para que eu possa entrar no céu e rezar
E para sempre eu poder lembrar
De você meu amigo
Que sempre esteve comigo
Em qualquer caminho
Escuro ou sofrido
Que me ajudou a chegar
No paraíso

Segure minha mão eternamente
E eu guardarei você em minha mente
Onde estará sempre presente


Nara Ferreira
27 de Março de 2009

"Canção que manda o coração"


Escrevo essa canção
Pra você meu amado
Já enterrado no coração

Para que você lembre da nossa paixão
Dos nossos momentos de excitação
Pra que você me guarde na sua lembrança
E que esse elo continue presente,
Essa aliança.

Escrevo essa canção
Para mostrar as cartas
Que guardei embaixo do colchão
E que já envelheceram,
Fizeram coleção.

Escrevo essa canção
Para que em meio a essa confusão
Você me conceda o seu perdão
E que eu possa mostrar minha gratidão
De uma forma carinhosa e harmoniosa
Através da melodia, sem mais intenção.

Escrevo essa canção
Com os dizeres do coração
Mas não existem ritmos que possam tocar
Aquilo que meu peito insiste em te dizer
Te amo e só quero estar com você

Escrevo essa canção
Para que você possa entender a tradução
Dessa língua, desse estranho modo de comunicação.
Que na verdade são sentimentos que não acabam não.

Escrevo essa canção
Para dizer adeus a essa paixão
Que um dia encheu meu peito de satisfação
E hoje só enche meu quarto de profunda solidão


Nara Ferreira
27 de Março de 2009

"Somente injúrias de amor"


Não escrevo poesias, versos e rimas.
Não escrevo poeticamente, nem sou artista
Só escrevo o que meu coração machucado
Canta em madrugas frias
Só cito o que minha alma cansada e poeta
Se dispõe em noites de alegria

Não escrevo meus versos certos
Não conheço rimas e métricas
Não vejo meus erros geométricos
Não diferencio poemas e poesias

Não sou uma profissional
Não vendo minhas palavras como animal
Só busco por meio de tal
Desabafar meus casos de vida
Minhas injúrias, meus amores.
Minha alegria, meus tesouros.

Ser reconhecida como escritora
Poetisa, porém amadora.
Alguém que aprendeu a beleza da vida
E por meio deste blog escrever para meus leitores


Nara Ferreira
27 de Março de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Tudo no passado...


As lágrimas que ontem derramei
Foram enxutas por um amor do passado
O amor que eu tanto desejei
Acabou-se, me abandonou por uma mulher desejável.

Os poemas que ontem apaguei
Fazem parte de uma época triste e esquecida
As canções que hoje cantei
São feitas de um ritmo livre e cheias de vida

O barco que ontem zarpei
Me levou a lugares lindos e desconhecidos
O jardim que hoje enterrei
Meus segredos, meus sonhos perdidos,
Amanheceu com um ar límpido
Com novas flores, de cores vivas.
Que me acalmam a alma e me dão novo motivo de vida.

Nara Ferreira
26 de Março de 2009

Criança Lembrada


Essa criança que carrego
È aquela que sempre desejara
Tão frágil, tão pequena.
Que parece ser feita de pedra rara

Esse pequeno ser que agora está em minhas mãos
È o filho que sonhei em vidas passadas
Tão belo, tão novo, tão apegado.
Que enche de lágrimas os meus olhos.
Já emocionada!

Esse belo bebê que habita meu coração
È a memória de um filho a muito apagada
Aquele que eu sempre amarei com extrema paixão
E que verei no rosto das pessoas que mais sou apegada.

Nara Ferreira
26 de Março de 2009

Falar de amor


Hoje venho falar de amor
Não amor sofrido
Mas sim aquele amor que encontramos
Em filmes e livros
Aquele amor sagrado,
Puro e abençoado

Um amor que mexe com os sentidos
Apaga as marcas, os resquícios.
De uma vida amarga e sem sentido
Um amor feliz e unido
Um amor impossível, porém divertido.

Hoje venho falar desse amor
Que sinto por você quando te vejo
Arrebata meu coração de desejo
Me enche de ternura e calor
Me inspira a fazer esses versos
Com carinho, felicidade, e um novo sabor.

Nara Ferreira
26 de Março de 2009

Não mais vir


Não vim aqui falar de dor
Mas sim de flores, de perfumes, de sabor.
Não vim aqui desabafar injúrias em versos
Mas sim de amor sincero e honesto.

Não vim aqui encher meu canto de solidão
Mas buscar demonstrar a paz, a intensa paixão.
Não vim aqui para derramar lágrimas
E sim distribuir sorrisos, voltar a acreditar em sonhos de fadas.

Não vim aqui buscar um motivo de existir
Mas declamar para o mundo a felicidade que se faz surgir
Não vim esta noite escrever acusações desonestas
Mas apenas agradecer por me fazer achar uma nova inspiração poética.

Nara Ferreira
25 de Março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

Ausente Amado



Espero despida na janela do quarto
Por aquele que outrora me fez sentir amada
E essa demora me aflige e me deixa cansada
Descanso sentada, enquanto a hora corre apressada.

Uma leve brisa invade o cômodo
E dela emana um ar gélido
Busco uma roupa ou um pedaço de pano
Cubro-me
Me esquento
Sossego

Começo a pensar em um sonho
Sonho recente que me perturbou a alma
Que me despertou ao raiar do dia
Sufocou-me e me fez desesperada

E agora aguardando esse ilustre senhor
Busco entender a razão deste devaneio
E percebo que assim como em sonho
O amor esperado não veio


Nara Ferreira
23 de Março de 2009

Poetisa de Espírito


Nessa folha vazia em que escrevo
Reflito minha alma, meus devaneios.
Que em meio a versos e trechos
Faz de uma poesia um mar de desespero

Não relato o que realmente quero
Relato aquilo que minha alma pede
Bela e graciosa com o seu manto
Me cobre de inspiro com seu encanto

Minha criação é o que nela passa
Meu soar de dor é o que ela sente
Minha angústia escrita é o que ela ouve
Meu coração partido é o que me faz poeta

Alguns chamam espírito de luz
Outros de luz da escuridão
Sou apenas uma poetisa que produz
Aquilo que manda o coração

Nara Ferreira
23 de Março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Luto por uma vida vazia


Hoje através desta
Venho contar minha estória:
Vivendo uma vida solitária
Tomada pelas dores de águas passadas
Sempre me senti rejeitada
Devido aos erros e discriminações da sociedade

Cometi erros, alguns muito graves
Quebrei promessas e vasos
Machuquei quem não queria
E amei assassinos e falsos

Tornei-me uma mulher fraca
Submissa, inocente e marcada.
Desentendida da vida
E daquilo que não interessava
Amante dos poemas e das palavras
Sempre se automultilando
Com frases e versos
Que refletiam a alma
Já atormentada e fraca

Busquei em certos alguém
Uma esperança
Uma luz
Uma rosa branca
E como tudo que toquei
A morte chegou nessa esperança
E meu tumulo estava pronto
Pra essa vida morta e sem vingança

Hoje escrevendo aqui
Sinto ainda que resta um futuro
Uma luz que me possa viver enfim
E espero que todos possam
Entender
Amar
Ler
E saber
Que minha vida cruel e frágil
Está em mãos alentas
Esperando que com esse pequeno raio de sol
Possa se tornar uma nuvem branca
Após uma imensa tempestade negra

Nara Ferreira
22 de Março de 2009

Tempo


O tempo passa
Dilacerando meu corpo
Tornando velhas e amargas as palavras

Tento voltar o relógio da vida
Recuperar algumas horas e momentos perdidos
Corrigir erros, evitar algumas brigas.

Minha tentativa se torna falha
Quando me olho no espelho da vida
E vejo nele as marcas sobre a face
Que envelhecida e fraca
Mostram-se já perdidas
A beleza que antes continha

Meu desalento se torna amargo
Minha decepção contínua
Enquanto aquele espelho já empoeirado
Rasga as veias dessa velha e maldita vida

Nara Ferreira
22 de Março de 2009

Solidão das àguas


Enquanto olho esse precipício
Sinto tremer meu corpo de pavor
Enquanto esse lugar tão bonito
Torna-se uma vale de perigo e horror.

Ouço vozes distorcidas e desconexas
Vejo rostos dilacerados e sofridos
E por sobre meu ombro uma mão toca
Fazendo-me fragilizar e cair sobre a relva

E eis que sinto perder os sentidos
E estou a sentir, ouvir e ver coisas.
Impossíveis, porém confortadoras.
E essa solidão em que me vejo
Começa a tornar lunática a minha ida
E não conseguindo mais controlar esse insussego
Me jogo com tudo
Nessas águas claras
De agonia

Nara Ferreira
22 de Março de 2009

Mar


Nessa imensidão azul
Repleta de paz e calmaria
Me afogo nesse silêncio de cores
Nessa pequena ventania

Bela e serena alegria
E que me toca uma linda canção
Me nina nessa noite de agonia
E me faz lembrar de uma antiga paixão

Me purifico de sua realeza
Me torno uma parte desse mar
Que me atrai com sua beleza
E me assoma com essa vontade de amar


Nara Ferreira
22 de Março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

O Monte da Morte


Desci o Monte da Morte
Queria encontrar um nome
Procurei em diversas listas de telefones
Não consegui encontrar
Desisti e voltei ao meu lar

Desci o Monte da Morte
Procurando um rosto
Vi vários
Alguns chorando
Mas o rosto procurado
Não foi encontrado
Desisti e voltei ao meu lar


Desci o Monte da Morte
Eu procurava uma alma
Havia aos montes
De todas as cores e tipos
Mas a alma que faltava
Não encontrei
Desisti de procurar e voltei ao meu lar

Desci o monte da morte
Eu procurava um corpo
Fui em todos os lugares que poderia estar
Mas não o vi
Já cansada de tanta procura
Sentei em baixo de uma árvore
Olhei em uma direção
E vi algo ao longe no pé do morro
Uma lápide coberta de ouro
E nela estava escrito
“Tainara
Mãe, filha e amiga
Que será lembrada
E amada, pra toda a vida”
Eis que contradição
Minha alma buscava um corpo
E meu corpo apodrecia morto
Embaixo de terras, coberto de mofo.

Nara Ferreira
21 de Março de 2009

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sexta-feira, 20 de março de 2009

Paixão Proibida


Cinco da Matina
E o pendular do sino toca
Uma
Duas
Três
Quatro
Cinco vezes consecutivas
Toques estridentes e irritantemente alegres
Que me fazem pensar nesta noite de trevas

Uma hora sentada, outra hora em pé
Pego-me a fitar a pessoa amiga,
Deitada em minha cama, de olhos fechados.
E minha respiração fraca, quase a falhar.
Entrega um segredo que a muito tentava guardar
Sem poder me defender ou evitar
E apenas me deixando levar
Me entrego de corpo e alma a essa paixão inebriante
Tentando sempre estar segura pra não cometer enganos
Sabendo que aquele momento seria o único
E aproveitando cada segundo com extremo carinho, amor e dedicação
Sem tentar escapar dessa intensa noite de paixão
Entrego a ele meu coração há muito já dilacerado
Mesmo sabendo que essa paixão proibida seria mais um fardo
A me perseguir para sempre desde o passado

Ele é alguém que eu não quero perder
E essa é apenas uma noite proibida de prazer
Somada pelas noites vazias que passei em frente à TV
Apenas rezando, esperando um milagre.
De um dia, somente um dia.
Uma chance como essa aparecer
Sem me arrepender ou me machucar
Apenas deixando rolar
O que tiver que ser será

Nara Ferreira
19 de Março de 2009