Estão calando a nossa voz,
roubando a nossa liberdade,
matando nossas irmãs,
mantendo-nos em cárcere privado.
Num mundo que se diz evolução,
regredimos passo a passo,
enquanto o progresso veste máscaras,
a
violência contra a mulher se instaura.
Chamam de ordem o nosso silêncio,
de costume a nossa ferida;
mas cada corpo que cai
é um grito que a história não apaga.
Não é exagero, não é acaso,
é sistema, é repetição.
Enquanto uma de nós sangra,
todas sangramos em comunhão.
Nara Ferreira
16 de fevereiro de 2026